domingo, 24 de julho de 2011

Parque de Vassununga - SP (Visita em 2010)







Palestra no Teatro municipal de Batatais para alunos da rede pública

Pessoal essas são fotos de uma palestra sobre profissões para alunos da rede pública de Batatais que realizei com o apoio de meus amigos do Clube de Xadrez de lá.





Feira de Educação em Porto Alegre

Pessoal, algumas imagens da feira e congresso de Porto Alegre que tivemos um stand, apresentamos nossas soluções para professores e gestões de escolas de todo o estado, foi muito gratificante... Na ordem de imagens: Pessoal do trabalho em comemoração posterior, conversação com colegas de trabalho e apresentação para professores de aula digital de geografia...








Formação de professores em GO



Foto após a palestra de novas tecnologias e estratégias de educação para professores em GO. Site do Colégio: http://ipen-institutopresbiterianodeensino.blogspot.com/2011/06/parada-pedagogica-14062011.html

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

SAPO - passo a passo

1 - Conquistar um novo ambiente é desbravar

2 - Os anfíbios mudaram para conquistar um novo ambiente


3 - Os anfíbios são uma espécie desbravadora



Argumento Um.

Casos históricos de colonos e suas dificuldades e o esforço para se apossar, submeter, subjugar um novo ambiente.

O fato de poli-se para, livrar-se de obstruções, e poder explorar, vencer desafios e obstáculos.


Argumento dois

A espécie sai de um ambiente aquático, onde até então na terra era lugar exclusivo da vida, e “coloniza” a terra seca, dando origens a outros tipos de seres.

O esforço evolutivo a questão da transformação, entendido aqui transformar, como alterar conteúdos que caracterizariam o ser como tal.

Espécie que usa da mudança como passo do desenvolvimento.


Conclusão

Os anfíbios ao desbravar a terra seca iniciaram uma nova fase da evolução da vida na terra e, portanto oportunizaram na criação de uma diversidade de seres.


Peça final

Queremos simbolizar com a imagem de um sapo o constante movimento de transformação e adaptação da vida. O sapo um dos anfíbios com maior destaque na mente coletiva é a síntese de uma espécie que saiu dos oceanos e desbravou a terra seca. E neste ato, a alteração definitiva do curso da vida na terra.

A mudança de suas características intrínsecas de um animal aquático para outro ser que fosse capaz de viver em terra seca é um grande salto na evolução da vida. Mudar é, portanto transformar.
Transformar é viver. Ético a educação que transforma.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reflexão Livre - mais uma sem título

Uma pequena taça de vinho tinto, conteúdo e liquido se fundem em conceito. Agora não é mais a bebida separada do vidro, e sim um complexo inteiro que ao olhar transmite o ideário do bebedor. Daquele que observa a garrafa, a safra, o tipo de uva, o acompanhamento e prepara com todo o rito da degustação. Também deduzimos a paciência ou afoito do bebedor, se apenas quer se embriagar ou sensibilizar o paladar.
Encostado na parede de uma sala escura, nossa dedução se faz presente. Algumas lágrimas poucas, a cada gole, restam menos do saboroso vinho e da garrafa faz-se ícone póstumo.
O já bêbado, corre para a janela, olha a avenida e percebe o silêncio do feriado...

Reflexão Livre – hora do intervalo

Em dias chuvosos e com sol ausente percebo com estranheza o verão, olho para o céu cinza, sinto os leves pingos d’água e coleciono um olhar único ao quadro que me cerca. O abraço das horas, o canto dos minutos, o triste e lento esperar de uma chegada previsível e imutável agora distante, e, em alguns instantes, breve, são companheiros precisos, exatos e imutáveis. Nesse dia nebuloso, em nevoa, tal qual um sonho de terror, com alma de mistério e medo, eu adormeço acordado, em transe, nem lá ou cá... Nem um ou outro. É dia, mas não há definitivamente um sol, é dia, e não tenho os sinais do dia, ou não tenho os sinais do verão que lembrava. O passado do verão agora estão quase apagados, deletáveis a memória, um vaso quebrado que me esforço a recompor os pedaços, mas a mente falha, e faltam pedaços. Percebo a construção mental, consigo nomear o objeto, e, simultaneamente, encontro a ausência dos detalhes faltantes...
Remontei, e remonto o dia de verão, contudo, o que tenho é uma manhã cinza... Lama, pegadas, vestígios de um passado de outrora, do sol, calor, enfim, verão...

Fábio Visioli

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

No Wow

Tradução livre de uma música do The Kills


Você vai ter que passar por cima do meu cadáver
para sair por aquela porta
Você me encantou com a sua magica
meio trágica
"Pra sempre" é o tipo de coisa que você não tem mais
E todas as pessoas que você vê se aproximarem pra te salvar
Você as inventa na sua cabeça
Seus olhos são sagrados, rolando, surrando, batendo
O teto se aproxima de você todo o tempo
Não há mais surpresa agora
Foram todas sufocadas
Quem não morreu ainda, vai morrer na praia
Não há mais surpresa agora
Não há mais surpresa agora
Não há mais surpresa agora
Goteja, goteja, goteja, assim como..
Goteja, goteja, goteja, assim como..
Goteja, goteja, goteja, assim como o livre fim da noite

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

É legal o som...

Disneylândia - Titãs

Filho de imigrantes russos casado na Argentina
Com uma pintora judia,
Casou-se pela segunda vez
Com uma princesa africana no México

Música hindú contrabandiada por ciganos poloneses faz sucesso
No interior da Bolívia zebras africanas
E cangurus australianos no zoológico de Londres.
Múmias egípcias e artefatos íncas no museu de Nova York

Lanternas japonesas e chicletes americanos
Nos bazares coreanos de São Paulo.
Imagens de um vulcão nas Filipinas
Passam na rede dc televisão em Moçambique

Armênios naturalizados no Chile
Procuram familiares na Etiópia,
Casas pré-fabricadas canadenses
Feitas com madeira colombiana
Multinacionais japonesas
Instalam empresas em Hong-Kong
E produzem com matéria prima brasileira
Para competir no mercado americano

Literatura grega adaptada
Para crianças chinesas da comunidade européia.
Relógios suiços falsificados no Paraguay
Vendidos por camelôs no bairro mexicano de Los Angeles.
Turista francesa fotografada semi-nua com o namorado árabe
Na baixada fluminense

Filmes italianos dublados em inglês
Com legendas em espanhol nos cinemas da Turquia
Pilhas americanas alimentam eletrodomésticos ingleses na Nova Guiné

Gasolina árabe alimenta automóveis americanos na África do Sul.
Pizza italiana alimenta italianos na Itália

Crianças iraquianas fugidas da guerra
Não obtém visto no consulado americano do Egito
Para entrarem na Disneylândia

domingo, 30 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Porta Curtas

Video interessante e pedagógico...rs

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A mediação e o coordenador

O problema da função do coordenador pedagógico, no que tange a mediação dos conhecimentos para a formação continuada dos profissionais da educação na escola, bem como, o atendimento a pais e alunos, e ainda, na contribuição positiva para o estabelecimento e fortalecimento de uma escola realmente inclusiva e democrática, perpassa para nós uma questão até então anterior à função (ou cargo), mas sim, filosófica por assim dizer.
Sem pesarmos em termos de Hegel, a dialética é um jogo de teses, antíteses e sínteses para se alcançar à conformidade com o “espírito absoluto” e uma vez os homens conformados (moldados) com a vontade desse espírito chegaríamos na razão do tempo histórico, assim, existe uma verdade a ser descoberta e alcançada que (ao nosso ver) para Hegel independe da realidade. Em paralelo, o coordenador escolar, tem uma experiência, acesso as normativas institucionais das secretarias de educação e poder para mover o corpo escolar para uma determinada direção e meta, e poderia assumir uma postura Hegeliana tentando conformar o todo escolar, sem observar a realidade, a uma regra uma normativa ou posturas teóricas.
Por outro lado, os jogos de forças da realidade falam aos sujeitos, e rebeliões brancas sempre ocorrem, a desobediência ou “releitura” das regras, de modo a favorecer determinado grupo, crença ou análise não estão ausentes na escola. Uma leitura que parte da realidade e a partir dela propõe uma discussão, um consenso e um diálogo com as normas, leis e contribuições teóricas também estão na perspectivas de atuação do coordenador. Nesse sentido, uma ação, uma prática, que lembra muito a análise Marxista ou (até mesmo) Aristotélica, no sentido que observamos o Ato (a realidade ou atualidade) e a partir daí nosso curso de ações e respostas. Assim, observamos a realidade, sentimos os problemas que afligem aquele grupo em questão e somente depois apontamos um direcionamento, um curso de ação, lastreado em reflexão, leitura e consensos.
O coordenador tem então um desafio quanto a origem de sua função, de mediar os conhecimentos aos colegas professores, de atender os pais e alunos, no sentido de estabelecer uma gestão democrática e participativa, visando a inclusão de diversos grupos, sem, ser determinista (ou impositivo) e ao mesmo tempo sem desrespeitar as normas, leis e lastro teóricos de suas ações. Ele (coordenador) não pode impor ao coletivo escolar uma visão, mas não pode deixar de ter uma visão sobre esse coletivo, deve propor a avaliação e reflexão constante de todos os participantes da escola, mas não pode impor sua interpretação dos fatos, deve sugerir leituras e questionamentos, contudo ter o cuidado para deixar emergir do conjunto dos participantes suas preocupações, demandas e usar esse material como norte para pesquisa, formação e planejamento.
Assim, propor um curso de formação para participantes dos colegiados da escola (conselho, grêmio e associação de pais) e uma série de reunião com professores para trabalho pedagógico coletivo, pertence a parte da função provocativa e fomentadora do coordenador, que chama para a reflexão, para a leitura, para o debate e diálogo os mais diversos atores da escola. Contudo, o resultado não pode ser pré-determinado, pois é com o debate (após o debate) que muitas ações serão tomadas, que se planejará o trabalho com os conteúdos, a solvência de problemas do cotidiano escolar e até mesmo se levantará temas como violência, disciplina, problemas de participação, verbas, didáticos e demais.
Tais questões perpassam não somente a atitude e perfil do indivíduo que ocupa a coordenação, mas também, seus conhecimentos e projeções do homem na sociedade e no mundo, suas concepções filosóficas do indivíduo, suas crenças quanto ao jogo democrático e das leis, seus lastros teóricos e sua capacidade de síntese e liderança. Como também o ambiente que ele está inserido, sob quais limites ele trabalha e como poderá ocupar um espaço na escola para atuar. Como notamos, a formação docente e a experiência docente se completam com a experiência de vida e a trajetória que se fez para chegar até a coordenação.
Enfim, como propor sem impor? Como atuar sem determinar? Esse é um desafio constante a esta função e para o indivíduo que a ocupa.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Reflexão de estágio (muito antiga)

Chegamos aproximadamente a 1 da tarde, as crianças estavam com o professor de educação artística, o que nos deu a oportunidade de conversarmos com a professora na sala dos professores na frente dos novatos do segundo ano de pedagogia.
Confesso que foi um exercício interessante à objeção inicial a nosso primeiro planejamento da professora, pois assim, pensamos nos argumentos, na consistência teórica de nossas afirmações e pudemos efetivamente ter um processo de troca real com uma escola que se encontra inserida na realidade de uma cidade de médio porte no Brasil.
Vinculei rapidamente, o que estávamos fazendo ao apresentar a professora da sala de estágio o plano de intervenção, com um discurso apodíctico, cuja obrigação era apenas defender um ponto de vista, e não tratar da verdade. Mas ao mesmo tempo ocorreu-me a idéia de um professor novato que visava adaptar a sua idéia de escola e docência com a prática e a realidade. Em todo o esforço de elaboração de autocrítica e outros.
Somente neste instante é que percebi o por que a escola gera um conhecimento próprio de seu ambiente (escolar) e não apenas reproduz padrões sociais. No momento da demonstração, da pesquisa, da aplicação do plano de aula com as crianças na cristalização destes componentes em uma única aula se produziu uma obra única, não podendo ser reproduzida exatamente com os mesmos personagens. Por fim, não ficamos presos as nossas observações limitadas, mas sofremos o embate, o impacto da negativa, tivemos que fazer do diálogo uma ferramenta não de convencimento somente como também um instrumento de adaptação e reformulação.
A intervenção em si foi bem tranqüila, as crianças com maiores dificuldades tiveram nossa atenção e conseguimos fazer com que todos produzissem um texto (bilhete) escrito, fizemos questão que as crianças assinassem os seus bilhetes, que se debatem com conflitos, como não gostar do colega e ter que escrever para ele. Retomamos o filme e construímos um material juntamente com as crianças com muita tranqüilidade. Fizemos os combinados da sala para que na sexta tanto a professora, quanto às crianças esperassem a correção dos bilhetes e se preparassem para a construção escrita de um texto maior ao Grinch.
Continuo com questões quanto ao modelo de escola defendido pela direção e professora, acredito em algo mais livre, ensinar as responsabilidades da liberdade e seus custos para as crianças é algo primordial ainda.
Muitas crianças perguntaram sobre o quê eles deveriam escrever, mas a questão era na verdade o conteúdo, tanto o Paulo quanto eu deixamos que eles criem as hipóteses e as colocassem por escrito, limitamos nossa exemplificação a um pequeno bilhete colocado na lousa, que demonstrava, entretanto, não dava as respostas às crianças.
Fico ainda me perguntando como é preparar para a vida e seu longo e continuo processo de escolhas, e como ser um professor democrático e mediador do conhecimento tal como o saber é. Quais as competências e habilidades que devemos, não por aspecto legal, ensinar. Os índios no amazonas deveriam ter na caça e pesca uma matéria fundamental a ser ensinada, mas quais os conteúdos que nos, pós-modernos, pós-punks, pós-guerra mundial devemos ter? (Eu lembrei um texto do Elmir que os índios americanos falam das crianças brancas e oferecem ajuda para ensinar as crianças brancas a serem verdadeiramente homens, acho que ele deu essa aula para a biologia). O que importa é o que devemos ensinar e o que as crianças devem saber, então, voltamos ao saber fazer, saber ser enfim saber.
A sociedade pela mídia, pela família, pelo trabalho e pelas outras relações não ensina a viver, contudo a sobreviver. Entretanto, estamos em paz e o conflito entre classes não ultrapassou o nível teórico. Os não abastados sobrevivem e os ricos são cheios de pecados capitais, não se ensina a força de viver, a potencia para vida, a manifestação, o cuidado com o cidadão, com a coisa pública, com seu povo.
Fiquei em dúvida em ensinar história como eu aprendi, com nomes, datas e os processos de heróis, mas não confio em um ensino a partir de uma vivência particular. Também vejo a ciência como algo extremamente interessante para se ensinar a escrever bem, a interpretar textos e fenômenos naturais ou biológicos. A descrição, a narrativa e a dissertação estão na tese das ciências destes seus primórdios. Então, Chapeuzinho Vermelho é tão importante como ensinar a gravitação universal de Newton e as aulas de português poderiam ser permeadas com mais conhecimento cientifico e menos mítica ou folclore (ou com mais equilíbrio). Acho que estou defendendo uma escola ou planos de aulas por projetos: relógio de sol, experimentos de física e biologia e depois teatro, dança e música. Não sei o volume de trabalho disso que falei... (risos).

Fabio At Visioli.

Reflexão livre: palestra XXXX sobre deficiência e relações com a leitura de Kerouac.


De certa forma Aristóteles me dá a sobriedade que preciso para viver e compreender o mundo sensível, a política, os homens e a falar com lógica meus discursos, mesmo que mentais ou verbais apenas. Em antíteses a esse processo, mas não menos iluminado e brilhante, Kerouac traz a loucura, a escrita rápida, quase sem fôlego de alguém que não crê, e ainda assim, vê a realidade (e a entende) suficientemente para registrá-la. Sonhos, delírios, geração perdida?
O que resta, então, é uma mistura e um pingo de crença que a metafísica existe, que ainda podemos voar, por mares de vinho e quem sabe dançar ao som de tango comemorando o surgimento do Baco pós-moderno.
Poderíamos também levantar um assunto a muito morto (pelo menos para mim); a questão da ciência e da prova: o que seria evidência? o que é então pensamento legítimo que deve quando transmitido refletir uma verdade provável? Prefiro, os sofistas pela beleza, prefiro os detetives como Holmes, pois ao observarem um sinal percebiam as conexões dos temas de maneira transversal, não se limitando a um campo de batalha, de luta e explicação. Os assassinos e suas histórias poderiam sim ensinar ao cientista em como solver um problema, portanto.
Deste modo, me deparo com uma questão, ou várias, se há um limite, a humanidade sempre se colocou a produzir para superá-los? Vamos relembrar quando vimos o mar intransponível e a aventura humana que se constituiu nas grandes navegações, devemos também (somente para ficar em dois exemplos) da censura das ditaduras e o avanço (que geralmente) ocorriam nas artes e na política como representação da luta democrática.
Concluo, então, que as deficiências são limitações, e que as limitações colocaram o engenho humano para a produção, com sua conseqüente superação. Resta uma pergunta. Pode o deficiente produzir? Respondo que sim, se colocado a frente de sua limitação e estimulado, ele (ou ela) por ser do gênero do homem e estar imbuindo de alma (aqui me remetendo aos gregos) produzirá cultura, arte, ciência, valor (tanto ético quanto econômico e político).
São os sonhos descritos no livro de Kerouac (no O livro dos sonhos) somente delírios? Também respondo, e digo não, são representações do real, mas colocam outras possibilidades descritivas, de narrativas e enfim, de lógica. Ultrapassando o limite imposto do real e produzindo, neste caso, arte.
São os dilemas metafísicos, barreiras para o desenvolvimento, se considerarmos certas ideologias? Sim, e por causa justamente de serem barreiras, constituem-se em estímulos para a criação, para imaginação, convergência.
Logo, o custo econômico que justificaria a não atenção aos limites do indivíduo, de fato, impõem um controle cruel e frio, que rebaixa o sujeito a carne, órgãos e estímulos sem coesão. E isto, carne, somos todos e justificaria se aplicar tal controle a toda sociedade, já que de certo modo somos todos limitados? Estaríamos uniformizados em uma das piores amarras, a mental. Não sonharíamos e, portanto, não ultrapassaríamos os mares, nem lutaríamos contra ditaduras, não comporíamos o mosaico criativo que é o essencial humano.


Fábio
23/04/09

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Joaquim o herói batata

Cabeçudo, loiro e vestindo uma bermuda que mais se assemelhava no comprimento a uma calça com uma camiseta amarela a combinar, Joaquim sentado ao lado do pai espera. Imita-o em alguns gestos e olha curioso ao seu redor. Seu velho sai num instante seguinte, acho para retornar ao carro, então, Joaquim, nosso herói, se vê livre para explorar em aventuras a lanchonete na qual sua mãe aguarda na fila do caixa.
Sai do banco, quase pula para liberdade, perambula pelas mesas, observar os casais, as outras crianças por detrás das vitrines (sabe aqueles brinquedos gigantes nesses fast-foods de hoje?), vai até as caixas de som próximas ao chão, bate como se os tapas testassem a sonoridade do aparelho. Volta a seu local de origem, a mesa, dirige-se depois a fila e enche com a mãe, sorri, parece brincar de esconde-esconde com ela.
Entretanto a fome bate e nosso protagonista encontra um pacote pequeno de fritas a disposição, ali sem dono em uma mesa alheia, não se acanha, furta três ou quatro batatas, volta a caminhar investigativo pela loja de lanches, retorna a sua mina de batatas, desta vez depara-se com a legítima proprietária da comida. Pára, observa e sem dúvida alguma estende o braço e furta sem constrangimentos duas fritas.
A mãe ao ver a cena sinaliza ao pai que ralha com o marginal de três anos, afinal de contas é crime. Nosso herói, entretanto, não se constrangem e abre um sorriso desdentado ao progenitor, Joaquim ganha em argumentação. Sai lentamente caminhando, entre as cadeias, por debaixo das mesas, um jovem casal (que como eu) acompanha a saga de Joaquim ri. A Senhora vitimada pela criança o chama e oferece mais batatas, ele desta vez pega apenas uma, a mãe o encontra e o ensina a agradecer: - Fala obrigado! - BRIGADU!
A fila avança, todos tomam sorvete no local do crime, Joaquim nosso herói, continua a praticar sua simples filosofia de vida, batatas fritas são gostosas.

Nosso herói.

Fabio Visioli

sábado, 17 de janeiro de 2009

Este poema é uma tradução do francês para a nossa língua e mesmo assim...

Adormecida no bosque


A princesa em palácio todo em rosa púrpura,
Dorme sob os murmúrios e as sombras infiéis.
E de coral esboça uma palavra obscura
Quando as aves perdidas mordem seus anéis.

Nem as gotas ela ouve, em suas quedas lestas,
Do século vazio retirem a pompa,
Nem flautas em um sopro unidas nas florestas
Rompem o rumor de uma frase de trompa.

Deixa, devagar, o eco adormecer a Diana,
Sempre mais semelhante à suave Liana
Que oscila e toca teus olhos amortalhados.

Tão perto de tua face, a rosa, tão lenta,
Não desfaz o prazer desses cílios cerrados,
Sensíveis em segredos ao raio que os freqüenta.


(Paul Valéry). Tradução de Júlio Castañon Guimarães

domingo, 26 de outubro de 2008

Trecho de um trabalho para a Faculdade

A demarcação de um lugar comum, um campo de idéias, conceitos e linguagem que compreendem uma série de significados são um dos pontos cruciais para o início de uma investigação. Contudo, além de colocar marcos claros e um conjunto de termos próprios o investigador deve estar atendo aos sinais que seu objeto investigado sutilmente revela. Edgar Alan Poe ou Sir Arthur Conan Doyle são exemplo de investigadores, ou busca de uma certeza, dedutiva e provável. Seus livros (histórias) são em grande parte, a análise de pequenos sinais ou pistas. As personagens não tinham acesso as cenas dos crimes no momento do fato, suas conclusões partiam de um esforço dedutivo e lógico de probabilidades do “o quê” poderia ocorrer e daquilo que era improvável. Assim, como um caçador que deduz pela pegada do animal na lama sua direção, tamanho, espécie e a partir dessas hipóteses (muito prováveis) desenha uma estratégia.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Reflexão Pessoal sobre o Liberalismo Liberdade e Cultura 25/05/08.

Dewey ao reconhecer os diversos tipos de liberalismos que perpassam a história, faz adequar e vincular o conceito clássico de liberalismo para a sua filosofia.
Assim, elege que a grande força transformadora da sociedade com a finalidade de gerar o maior número de benefícios ao maior número de pessoas – conceito de Bertham – é um axioma liberal. Atrelado, claro, à liberdade e potencial do sujeito, que age, atua e cria suas oportunidades frente aos desafios da existência. Antes de qualquer coisa, este tipo de liberalismo é político, trata-se da liberdade do homem na sociedade em que vive, da igualdade de direitos e que tais leis e oportunidades existam de fato a todos. Portanto, ser liberal é oportunizar realmente a todos os benefícios coletivamente construídos.
A distinção e defesa de Dewey se dão numa época pautada por duas correntes desumanizadoras: o fascismo e o socialismo soviético, o livro Liberdade, liberalismo e cultura: é escrito em um período que as tentativas de uma sociedade totalitária e seus sucessos econômicos hipnotizaram o mundo pelo pacto: perda de liberdade individual versus segurança e bem-estar material.
O que é a proposta Deweyana (se é que existe)? É o método da inteligência, da comunicação dos resultados para a sociedade e a capacidade de ler os diferentes aspectos da produção humana em beneficio do homem com uma clara escolha pela não violência. A não recorrência da violência como opção se faz pelo reconhecimento da evolução humana, da sociedade e da ciência.
Tais proposições não são, nem constituem, numa forma de iluminismo que crê na razão e na capacidade de domínio das forças da natureza, na quantificação matemática do mundo, em leis naturais que migram para a realidade social. É antes de tudo, o reconhecimento que a filosofia e a educação ensinam os homens a responderem adequadamente a problemas, independentemente de sua origem, natural ou social. O reconhecimento que um problema tem diversos lados e pode ser solucionado sob diversos prismas, que a revolução violenta em sua tentativa de solver as dificuldades, submete povos, culturas e nações, já os outros modos de solução: através do diálogo por uma via democrática, respeitando a boa demonstração, o outro como interlocutor de idéias e conceitos distintos ao do orador, e as necessidades da maioria, molda-se como a opção moralmente correta, que reconhece verdadeiramente o caminhar da humanidade pela história.
Como geralmente as revoluções, caem para as ações violentas remetendo-se e fazendo uso de brutalidades e desenvolvimentismos tecnológicos desumanizados, nos quais, as metas e objetivos são vinculados com uma razão absoluta com status de verdade, e por que não dizer, metafísica (ditadura de um grupo sobre o outro). A máxima que o desenvolvimento e a ciência neutra pode gerar bem-estar é a grande objeção, ao meu ver, de Dewey. Não podemos deixar de pensar em solucionar os problemas humanos no campo da política e da ação pública (república), para tanto falar bem, dizer bem, pensar bem, usando os elementos da razão e da ciência, mas sempre vinculados à cultura, aos povos, ao mito. Enfim, o reencontro com o fantástico. (Impressão pessoal)
Como pensamos, em uma solução para as questões sociais de maneira não violenta, que serve antes de tudo as pessoas, respeitando as liberdades individuais, garante os direitos iguais e realizados de fato – optamos pelo diálogo democrático, por formas de representações não repressoras, e assim, um tipo político liberal, sobretudo progressista, verdadeiramente revolucionário, pois projeta a humanidade ao futuro a prepara para os desafios novos, criativos. Não determina o tipo de sociedade ou classe, não privilegia um grupo, nem dá a história um caráter determinado quanto à trajetória. Prepara-se, por meio da educação, um sujeito para viver em sociedade (na democracia), para o diálogo capaz de compreender e interpretar o mundo a sua volta e propor ativamente a este arredor. Os papeis do Estado são limitados a garantir esta estabilidade de direitos e oportunidades, que para tanto, utiliza-se das ciências sociais e da economia para a melhor administração dos recursos. Em Dewey, o liberalismo não versa sobre exploração de classes ou questões econômicas diretas, esse conjunto de conceitos deve, como aludido acima, garantir que o potencial humano se manifeste, e pelo que compreendo, esta é uma questão política.
Como ficaria o senso histórico dos primeiros defensores do liberalismo? Lembremos que a história se remetia a tradição, e a ruptura, era o propósito dos primeiros liberais. Eles desejam o fim dos privilégios, e o direito lastreado nas relações de servidão, com isto o fim de um Estado opressor que não dava voz a todos os cidadãos. Considerar a história era (ou poderia ser), portanto, naquele momento, aceitar a servidão “feudal” justamente, além de não olhar para a revolução tecnológica, comercial e política que se formava diante dos olhos.
Igualdade significava deixar em paz uma grande massa que poderia caminhar livremente em busca de oportunidades, que poderia comercializar o seu trabalho, esforço e conhecimento, para o beneficio dos seus e próprio; significava ter um representante que tem seu ponto de partida o povo, seus iguais. Ser liberal significava ser progressista, vinculado com a modernidade em seu tempo. Liberdade política que por conseqüência libertaria forças econômicas. A questão é que não podemos olhar unicamente para a liberdade deste período que respondia a uma demanda especifica e lutava contra uma monarquia, realeza, privilégios e abusos por parte do Estado e considerar que o liberalismo forjou-se somente assim.
Devemos considerar que o outro papel do Estado é garantir a oportunidade a todos, e isto, se mostra atrelado com políticas públicas, para emprego, sistemas educacionais, obras públicas de moradia, esgoto, iluminação, sistemas de previdência e saúde. Os primeiros liberais foram superados por uma nova onda liberal que não via a conformidade entre a liberdade e as condições sociais, entre o discurso do esforço individual, liberdade e as reais oportunidades sociais. Tal mal-estar (social e econômico) chegou a seu ápice na crise de 1929, quando da quebra da bolsa de Nova Iorque. A proposta liberal para adequar oportunidades, leis, direitos e bem-estar encontra-se nas políticas do New Deal e em seu embasamento teórico por Keynes (A teoria geral do emprego, do juro e da moeda - 1936).
O ponto fundamental do liberalismo não se alterou, garantir o maior beneficio ao maior numero de pessoas, garantindo a liberdade e os direitos individuais. Logo a democracia social. Sendo como em sua origem propositivo na busca de novos modos de organização e arranjos pessoais e sociais. Projetando a sociedade para além de suas condições do presente, demandando a formação do novo homem, uma nova música, um novo cuidado – consigo mesmo – e com a sociedade que vive ativamente.
Podemos vincular, portanto, o liberalismo com um certo inconformismo que busca romper com as políticas e distribuições até então utilizadas, é como um passo para o imaginário, adiante dos limites da ciência e da sociedade, que busca constantemente a evolução dos indivíduos e a força na capacidade do sujeito em direcionar as constantes mudanças que o cercam, quando não as determina.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Reflexão individual sobre Pedagogia

Reforço a opinião que se trata muito mais de uma ideologia que uma ciência a pedagogia. Vejo que outras áreas do conhecimento constroem o projeto que o pedagogo que o professor trabalham.
Na verdade compreendo que o professor/educador não é preparado adequadamente, pois o seu papel é de veículo apenas, um mensageiro, que possui como plano o conteúdo selecionado pelo economista, pelo sociólogo, pelo psicólogo, pelo político e por que não dizer pelo empresário.
É interessante ver como os pressuposto da pedagogia, enfim, todo o seu discurso e embasamentos são lastreados nas grandes verdades da modernidade. Que se provaram falaciosas ou erradas frente ao teste da realidade. Então, em derivada a esta verdade moderna, se discute uma escola produtora, tenda-se preparar um professor reflexivo.
Mas quando entro na escola, quando vejo as crianças, observo as práticas da professora, fico realmente convencido que não pode ser diferente. Aqueles pequeninos precisam se socializar e compreender as regras sociais. Precisam saber a língua e princípios lógicos matemáticos, por que é isto que cabe a eles saberem. Como uma ordem natural das coisas, um jogo de castas, que funciona harmoniosamente para a sociedade. O professor não deve ensinar a inveja ao trabalhador, ou a revolta a ordem natural das coisas as crianças e aos jovens. Deve sim, preparar o aluno para a vida, para a sociedade.
Não! A escola política e um professor militante! O trabalho em sala e o fazer docente (uma aula competente) é preparar as crianças para que saibam ler corretamente, se expressarem de maneira adequada, que possuam bons fundamentos de lógica e matemática, sem resgates históricos, sem movimentos sociais X, Y ou Z que distorcem o juízo e poluem a compreensão.
O indivíduo bem preparado saberá como escolher o que é melhor para si e se este sujeito livre perceberá que suas necessidades estão interligadas a uma cadeia produtiva não fará nenhum atentado ao outro, a sociedade e a ordem natural.
Imagino um garoto, por exemplo, (e citado no caderno de campo com nome de Gabriel) quando adulto procurar um emprego, querer formar uma família, ter amigos, possuir o necessário para viver dignamente. Vejo que o currículo necessário a ele não é dança africada, ou folclore caipira, muito menos datas históricas com seus heróis. O que ele precisará saber são as leis, a lógica, a língua pátria, a interpretação de textos e ser criativo (que não é ensinado necessariamente, mas pode ser estimulado na escola) para contribuir ativamente com a produção da riqueza e sua distribuição.
A escola certamente fará uma seleção natural e justa (focando esforços nos melhores e mais hábeis em cada área), como a sociedade faz, assim como também na natureza, o melhores e mais criativos serão destaques independentemente de seu capital cultural, pois é intrínseco ao humano superar qualquer obstáculo e dificuldade na competição social em busca de seu bem-estar. Não é por acaso que o projeto pedagógico e a própria pedagogia não são ciência.
O projeto deve ser subordinado ao projeto político de sociedade (de um governo eleito pelos cidadãos) que por sua vez é interligado com a produção e distribuição da riqueza, problemas econômicos e não pedagógicos.
A pedagogia deve servir para preparar o homem do labor, tanto intelectual quando o mais humilde os cidadãos, provendo a ele (como já dito antes), língua, lógica e ajudando a desenvolver criatividade. O professor por sua vez não é o indivíduo que pensa a educação, pois ele, não tem a visão global do social e de suas necessidades, somente quem pode fazer isto é o político na figura do homem esclarecido que utiliza a ciência social para tal.
Controle, medição, planejamento e o coordenado pedagógico como um gerente de processos. Estas são palavras de ordem, que não necessariamente podam o trabalho docente, pois como já definido é o de transmitir o conteúdo básico somente, escolhido pela sociedade por meio da representação política com finalidade de produzir o necessário a própria sociedade.
Uma escola que deixa o indivíduo filiar-se à opção política qualquer, que realmente garanta uma qualidade e a liberdade natural, portanto a escola realmente democrática, pois não retira o sujeito de seu lócus social, apenas oportuniza verdadeiramente. Todos sabem o necessário para apreender tudo o que lhe interessar. E participam ativamente da produção da riqueza pois estão inseridos no mundo do trabalho e na participação política por mediação da representação.
Como falar que a escola pública não é de qualidade? É simplesmente uma questão de foco no real papel do professor que atualmente é distorcido por um discurso velho e ultrapassado com tendências totalitárias. Como dizer que devemos politizar o ensino em qualquer nível e retirar a educação de seu papel apoiador do projeto político-econômico? Que pretensão é esta do pedagogo que ainda não se formou quanto classe, sem conselho, sem sindicatos fortes? Que escola revolucionaria é esta que vincula a criança com a formação de um novo homem, quando sabemos que as experiências marxistas falharam?
Devemos resolver um problema por vez, e o problema é como oportunizar bem o conteúdo básico em todo território? Neste caso de logística, talvez o professor caiba a mesa.

domingo, 25 de novembro de 2007

Do Reino da Necessidade à Liberdade.

Do Reino da Necessidade à Liberdade.

Gramsci nascido em uma pequena ilha, pobre, estudante em Turim, ativo participante de movimentos políticos. Formador de uma filosófica/prática que prezava o trabalho como meio para a libertação do trabalhador.
Sua passagem pela educação trata a questão da educação pelo trabalho não em transformar a escola em oficinas, mas sim, de esclarecer, clarificar, o papel do instrumento do trabalho em seu sistema. Como a exploração é realizada e como através do entendimento do papel histórico (e sua possível crítica) compreender o trabalho, a técnica em elementos da reprodução. Assim, capacitando o operário em todas as funções da fábrica inclusive em dirigi-la.
O mesmo instrumento, que em um primeiro momento externo, estranho e imposto pode após sua compreensão, ser o instrumento de construção da liberdade do sujeito. Do individuo histórico.
INDIVÍDUOS como pensaria Hegel, que atingiram a “consciência para-si”, INDIVÍDUOS que chegaram a autonomia, que passaram pelo processo de abstração e atingiram o outro. Em nenhum momento, Hegel é tratado como fonte direta. Mas, em todo pensamento de Gramsci o conflito e o jogo dialético perpassa o dialogo com as idéias, conceitos e prática. Gramsci é, sobretudo um materialista, e como é sabido, tem influência direta de Hegel.
Entretanto, diferentemente a Hegel, ou até mesmo Kant, não é apenas a autonomia que interessa a Gramsci, interessa também a mudança das condições REAIS da vida, do sistema produtivo. Gramsci percebe que para atingir a transformação social (revolução) a classe trabalhadora tem que ganhar a consciência enquanto classe produtiva, capaz, sobretudo e unida a uma escola do trabalho. Não técnica apenas, não como a universidade popular, não como forma de caridade, e sim, como ambiente de tomada de consciência e luta.
A mesma caneta, que para a criança primária é opressora, por causa dos movimentos repetitivos para controle, e exaustivos treinamentos da língua pátria, é o mesmo instrumento do homem que vai ao mercado e faz uma lista, do bilhete a namorada e do poema do artista. A Caneta poderia ser compreendida como instrumento de trabalho e suas utilidades estariam em um reino. Um reino de necessidade, de utilidade, de compra e venda; passa (o homem) a um outro momento, agora maduro, em que a experiência permite, escrever uma obra de arte, um sentimento universal. Mudou o homem que segura a caneta, o instrumento, não se mudou. Mesmo assim, passou-se a outro reino, o da liberdade.
O problema da geração de intelectuais dentro da classe trabalhadora, e sua possível militância. Para atingir a hegemonia e a sociedade civil, que quando da revolução não irá rejeitar as idéias socialistas. Que aparentemente, para Gramsci, seria uma realidade de produção e distribuição mais justa.
Conselhos de fábricas, jornais, revistas e duas escolas (sendo uma por correspondência para atender o caráter revolucionário) formaram e tomaram a vida de Gramsci, elegeu-se deputado, participou ativamente das greves e manifestações e claro, foi preso por Mussolini. Logo, Gramsci sofre influência do jogo idealista, jogo em que a razão esta em outro plano. Lembra que a mudança nas condições passa antes de tudo por um ganho de autonomia, de uma consciência do instrumento. Sua lógica é a lógica dialética e tem os mesmos conflitos de tese e antítese, chegando posteriormente a um terceiro, uma síntese. Contudo, tal manifestação da influência apreciada, não é direta, vêm por um outro filosofo um alemão, que materializou a dialética e seus movimentos: Marx.