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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

SAPO - passo a passo

1 - Conquistar um novo ambiente é desbravar

2 - Os anfíbios mudaram para conquistar um novo ambiente


3 - Os anfíbios são uma espécie desbravadora



Argumento Um.

Casos históricos de colonos e suas dificuldades e o esforço para se apossar, submeter, subjugar um novo ambiente.

O fato de poli-se para, livrar-se de obstruções, e poder explorar, vencer desafios e obstáculos.


Argumento dois

A espécie sai de um ambiente aquático, onde até então na terra era lugar exclusivo da vida, e “coloniza” a terra seca, dando origens a outros tipos de seres.

O esforço evolutivo a questão da transformação, entendido aqui transformar, como alterar conteúdos que caracterizariam o ser como tal.

Espécie que usa da mudança como passo do desenvolvimento.


Conclusão

Os anfíbios ao desbravar a terra seca iniciaram uma nova fase da evolução da vida na terra e, portanto oportunizaram na criação de uma diversidade de seres.


Peça final

Queremos simbolizar com a imagem de um sapo o constante movimento de transformação e adaptação da vida. O sapo um dos anfíbios com maior destaque na mente coletiva é a síntese de uma espécie que saiu dos oceanos e desbravou a terra seca. E neste ato, a alteração definitiva do curso da vida na terra.

A mudança de suas características intrínsecas de um animal aquático para outro ser que fosse capaz de viver em terra seca é um grande salto na evolução da vida. Mudar é, portanto transformar.
Transformar é viver. Ético a educação que transforma.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A mediação e o coordenador

O problema da função do coordenador pedagógico, no que tange a mediação dos conhecimentos para a formação continuada dos profissionais da educação na escola, bem como, o atendimento a pais e alunos, e ainda, na contribuição positiva para o estabelecimento e fortalecimento de uma escola realmente inclusiva e democrática, perpassa para nós uma questão até então anterior à função (ou cargo), mas sim, filosófica por assim dizer.
Sem pesarmos em termos de Hegel, a dialética é um jogo de teses, antíteses e sínteses para se alcançar à conformidade com o “espírito absoluto” e uma vez os homens conformados (moldados) com a vontade desse espírito chegaríamos na razão do tempo histórico, assim, existe uma verdade a ser descoberta e alcançada que (ao nosso ver) para Hegel independe da realidade. Em paralelo, o coordenador escolar, tem uma experiência, acesso as normativas institucionais das secretarias de educação e poder para mover o corpo escolar para uma determinada direção e meta, e poderia assumir uma postura Hegeliana tentando conformar o todo escolar, sem observar a realidade, a uma regra uma normativa ou posturas teóricas.
Por outro lado, os jogos de forças da realidade falam aos sujeitos, e rebeliões brancas sempre ocorrem, a desobediência ou “releitura” das regras, de modo a favorecer determinado grupo, crença ou análise não estão ausentes na escola. Uma leitura que parte da realidade e a partir dela propõe uma discussão, um consenso e um diálogo com as normas, leis e contribuições teóricas também estão na perspectivas de atuação do coordenador. Nesse sentido, uma ação, uma prática, que lembra muito a análise Marxista ou (até mesmo) Aristotélica, no sentido que observamos o Ato (a realidade ou atualidade) e a partir daí nosso curso de ações e respostas. Assim, observamos a realidade, sentimos os problemas que afligem aquele grupo em questão e somente depois apontamos um direcionamento, um curso de ação, lastreado em reflexão, leitura e consensos.
O coordenador tem então um desafio quanto a origem de sua função, de mediar os conhecimentos aos colegas professores, de atender os pais e alunos, no sentido de estabelecer uma gestão democrática e participativa, visando a inclusão de diversos grupos, sem, ser determinista (ou impositivo) e ao mesmo tempo sem desrespeitar as normas, leis e lastro teóricos de suas ações. Ele (coordenador) não pode impor ao coletivo escolar uma visão, mas não pode deixar de ter uma visão sobre esse coletivo, deve propor a avaliação e reflexão constante de todos os participantes da escola, mas não pode impor sua interpretação dos fatos, deve sugerir leituras e questionamentos, contudo ter o cuidado para deixar emergir do conjunto dos participantes suas preocupações, demandas e usar esse material como norte para pesquisa, formação e planejamento.
Assim, propor um curso de formação para participantes dos colegiados da escola (conselho, grêmio e associação de pais) e uma série de reunião com professores para trabalho pedagógico coletivo, pertence a parte da função provocativa e fomentadora do coordenador, que chama para a reflexão, para a leitura, para o debate e diálogo os mais diversos atores da escola. Contudo, o resultado não pode ser pré-determinado, pois é com o debate (após o debate) que muitas ações serão tomadas, que se planejará o trabalho com os conteúdos, a solvência de problemas do cotidiano escolar e até mesmo se levantará temas como violência, disciplina, problemas de participação, verbas, didáticos e demais.
Tais questões perpassam não somente a atitude e perfil do indivíduo que ocupa a coordenação, mas também, seus conhecimentos e projeções do homem na sociedade e no mundo, suas concepções filosóficas do indivíduo, suas crenças quanto ao jogo democrático e das leis, seus lastros teóricos e sua capacidade de síntese e liderança. Como também o ambiente que ele está inserido, sob quais limites ele trabalha e como poderá ocupar um espaço na escola para atuar. Como notamos, a formação docente e a experiência docente se completam com a experiência de vida e a trajetória que se fez para chegar até a coordenação.
Enfim, como propor sem impor? Como atuar sem determinar? Esse é um desafio constante a esta função e para o indivíduo que a ocupa.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Reflexão de estágio (muito antiga)

Chegamos aproximadamente a 1 da tarde, as crianças estavam com o professor de educação artística, o que nos deu a oportunidade de conversarmos com a professora na sala dos professores na frente dos novatos do segundo ano de pedagogia.
Confesso que foi um exercício interessante à objeção inicial a nosso primeiro planejamento da professora, pois assim, pensamos nos argumentos, na consistência teórica de nossas afirmações e pudemos efetivamente ter um processo de troca real com uma escola que se encontra inserida na realidade de uma cidade de médio porte no Brasil.
Vinculei rapidamente, o que estávamos fazendo ao apresentar a professora da sala de estágio o plano de intervenção, com um discurso apodíctico, cuja obrigação era apenas defender um ponto de vista, e não tratar da verdade. Mas ao mesmo tempo ocorreu-me a idéia de um professor novato que visava adaptar a sua idéia de escola e docência com a prática e a realidade. Em todo o esforço de elaboração de autocrítica e outros.
Somente neste instante é que percebi o por que a escola gera um conhecimento próprio de seu ambiente (escolar) e não apenas reproduz padrões sociais. No momento da demonstração, da pesquisa, da aplicação do plano de aula com as crianças na cristalização destes componentes em uma única aula se produziu uma obra única, não podendo ser reproduzida exatamente com os mesmos personagens. Por fim, não ficamos presos as nossas observações limitadas, mas sofremos o embate, o impacto da negativa, tivemos que fazer do diálogo uma ferramenta não de convencimento somente como também um instrumento de adaptação e reformulação.
A intervenção em si foi bem tranqüila, as crianças com maiores dificuldades tiveram nossa atenção e conseguimos fazer com que todos produzissem um texto (bilhete) escrito, fizemos questão que as crianças assinassem os seus bilhetes, que se debatem com conflitos, como não gostar do colega e ter que escrever para ele. Retomamos o filme e construímos um material juntamente com as crianças com muita tranqüilidade. Fizemos os combinados da sala para que na sexta tanto a professora, quanto às crianças esperassem a correção dos bilhetes e se preparassem para a construção escrita de um texto maior ao Grinch.
Continuo com questões quanto ao modelo de escola defendido pela direção e professora, acredito em algo mais livre, ensinar as responsabilidades da liberdade e seus custos para as crianças é algo primordial ainda.
Muitas crianças perguntaram sobre o quê eles deveriam escrever, mas a questão era na verdade o conteúdo, tanto o Paulo quanto eu deixamos que eles criem as hipóteses e as colocassem por escrito, limitamos nossa exemplificação a um pequeno bilhete colocado na lousa, que demonstrava, entretanto, não dava as respostas às crianças.
Fico ainda me perguntando como é preparar para a vida e seu longo e continuo processo de escolhas, e como ser um professor democrático e mediador do conhecimento tal como o saber é. Quais as competências e habilidades que devemos, não por aspecto legal, ensinar. Os índios no amazonas deveriam ter na caça e pesca uma matéria fundamental a ser ensinada, mas quais os conteúdos que nos, pós-modernos, pós-punks, pós-guerra mundial devemos ter? (Eu lembrei um texto do Elmir que os índios americanos falam das crianças brancas e oferecem ajuda para ensinar as crianças brancas a serem verdadeiramente homens, acho que ele deu essa aula para a biologia). O que importa é o que devemos ensinar e o que as crianças devem saber, então, voltamos ao saber fazer, saber ser enfim saber.
A sociedade pela mídia, pela família, pelo trabalho e pelas outras relações não ensina a viver, contudo a sobreviver. Entretanto, estamos em paz e o conflito entre classes não ultrapassou o nível teórico. Os não abastados sobrevivem e os ricos são cheios de pecados capitais, não se ensina a força de viver, a potencia para vida, a manifestação, o cuidado com o cidadão, com a coisa pública, com seu povo.
Fiquei em dúvida em ensinar história como eu aprendi, com nomes, datas e os processos de heróis, mas não confio em um ensino a partir de uma vivência particular. Também vejo a ciência como algo extremamente interessante para se ensinar a escrever bem, a interpretar textos e fenômenos naturais ou biológicos. A descrição, a narrativa e a dissertação estão na tese das ciências destes seus primórdios. Então, Chapeuzinho Vermelho é tão importante como ensinar a gravitação universal de Newton e as aulas de português poderiam ser permeadas com mais conhecimento cientifico e menos mítica ou folclore (ou com mais equilíbrio). Acho que estou defendendo uma escola ou planos de aulas por projetos: relógio de sol, experimentos de física e biologia e depois teatro, dança e música. Não sei o volume de trabalho disso que falei... (risos).

Fabio At Visioli.